A equipe de busca do Corpo de Bombeiros regatou na quinta-feira (8) os três corpos das vítimas do avião que caiu em Valença, no Sul Fluminense, no dia 30 de dezembro.
Os corpos, já estado de decomposição, foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Barra de Piraí, no Sul Fluminense.
Os bombeiros encontraram os corpos na quarta-feira (7), mas só conseguiram resgatá-los nesta quinta-feira (8), após seis horas de operação no entorno da Serra da Concórdia, área de difícil acesso no Sul Fluminense.
Estavam a bordo da aeronave o empresário Antônio Pereira da Mata, que pilotava o avião, sua mulher, Irene, e a filha Elisa. As três vítimas moravam em Betim, interior de Minas Gerais.
O irmão e o cunhado do piloto chegaram em Valença, no Sul Fluminense, na quarta-feira (7), para acompanhar os trabalhos de resgate que recomeçaram às 6h da manhã.
Infraero apura o caso
A Infraero divulgou nota afirmando que "há uma apuração em curso para identificar falha ocorrida no procedimento de acionamento do Serviço de Busca e Salvamento, a partir do momento em que se esgotou o prazo previsto de pouso no Aeroporto de Jacarepaguá". O tempo previsto de voo seria de 1h10.
Ainda segundo a nota, a empresa informa não ter qualquer relação direta com a causa do incidente e se coloca à disposição das autoridades competentes para investigação dos procedimentos e diz que fará todos os esforços para apurar os fatos ocorridos.
O piloto da aeronave PT-JKU apresentou um plano de voo afirmando que voaria em condições visuais até Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, aonde nunca chegou. A Aeronáutica informou que o Aeroporto de Jacarepaguá deveria ter comunicado o desaparecimento do monomotor no dia do incidente, mas isso não aconteceu.
De acordo com o assessor-chefe da Aeronáutica, coronel Henry Munhoz, a informação só chegou no dia 4 de janeiro e foi passada por parentes dos desaparecidos e não pelo aeroporto. O coronel informou ainda que a Aeronáutica montou a operação de busca assim que foi procurada pela família.
O monomotor saiu de Minas no dia 30 e foi detectado pela última vez quando passava pelo Sul Fluminense, próximo às cidades de Vassouras e Barra do Piraí, uma região montanhosa que a aeronave, ao que tudo indica, sobrevoava em baixa altitude.


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